Como ler este playbook
Um manual de sobrevivência regulatória, feito para ser consultado. Não precisa ler em ordem.
Cada aba lá em cima é um capítulo independente. Use esta página como mapa: veja o que existe, vá direto ao que dói mais na sua operação e volte quando precisar. Se você chegou aqui sem ver a apresentação de 3 minutos, ela está nesta página.
Por onde começar, conforme o seu papel
- Direção e donos do negócio: comece pela Matriz de Riscos, é a visão executiva de onde a empresa está exposta.
- Fiscal e contábil: vá para Fiscal & Tributário, com atenção ao adiamento das validações de IBS e CBS.
- Logística e expedição: abra os Checklists e adote o gate de embarque.
- Jurídico e compliance: ANTT e Seguros concentram as mudanças de responsabilidade.
Como cada risco é apresentado
- Todo risco segue o mesmo esqueleto: o risco, quem responde, valores de multa, base legal e como se prevenir.
- Os links em verde levam às fontes oficiais: leis no Planalto, resoluções da ANTT, dados abertos.
- Valores marcados como “aplicados” são autos lavrados, não multas definitivas.
- Material verificado em fonte primária em 10 de setembro de 2026; o que ainda depende de ato da ANTT está sinalizado em âmbar.
O que você vai encontrar em cada aba
A fiscalização em números, mês a mês até junho
A landing mostra os totais; aqui está a série completa. Os totais oficiais do semestre são de levantamento da ANTT a pedido do g1, com dados até 30/06/2026: 270,4 mil autos e R$ 932,4 milhões em multas em 2026, contra R$ 221,9 milhões em todo 2025 (reproduzido pela ABTLP). A abertura mensal vem dos microdados abertos do SIFAMA (dados.antt.gov.br, extração de 01/07/2026), que registram 4.328 autuações em 2024 e 64.139 em 2025. A pequena diferença entre as bases reflete a data de extração:
- Na média do semestre, uma autuação por minuto. São 45 mil autos por mês, 1.494 por dia, 62 por hora, 24 horas por dia. E cada auto custou, em média, cerca de R$ 3,4 mil (R$ 932,4 mi ÷ 270,4 mil autos).
- O efeito do bloqueio na origem já aparece nos dados. Junho (46.951 autos) caiu cerca de 25% ante maio (62.442), coincidindo com o CIOT bloqueante em vigor desde 24/05: a operação irregular deixou de existir em vez de ser multada.
- Multas aplicadas ≠ multas definitivas. Parte está em defesa administrativa e há decisão da Justiça Federal suspendendo autuações do piso. Dado oficial complementar: R$ 419 milhões em 4 meses (Ministério dos Transportes).
Linha do tempo das mudanças
A lei foi sancionada: o que passou a valer e o que foi vetado
Em 05/08/2026 o presidente sancionou a lei que converte a MP 1.343/2026, encerrando o ciclo aberto em março. O texto chegou à sanção com 41 dispositivos vetados (Veto 43/2026, Mensagem 665/2026), e o bloco mais pesado derrubou exatamente as anistias que o setor esperava. Para quem contrata frete, o resumo é direto: nada do que já foi multado será perdoado, e a régua daqui para frente ficou mais dura.
O que passou a valer
O que foi vetado
O que fazer com isso
- Não conte com perdão. Se você tem autos de infração do piso em aberto, eles seguem vivos. Reveja os prazos de defesa, porque prazo perdido é dinheiro doado.
- Renegocie os contratos com prazo acima de 30 dias úteis. O teto agora é lei, e o prazo fica registrado no CIOT, visível para a fiscalização.
- Não provisione caixa para o adiantamento de 70%. Ele foi vetado e não existe como obrigação. Se você reorganizou o fluxo de pagamento por causa disso, pode voltar atrás.
- Coloque a revalidação anual do RNTRC no calendário dos seus parceiros. Registro que vence é operação que para.
- Esqueça a regra dos 74 toneladas. Quem já estava planejando a operação com base nela precisa voltar atrás.
Um ponto de atenção técnico